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  • Evanio Magalhães

Os quatro passos da Salvação.

A libertação de Israel do Egito é um tipo do processo de salvação que temos através de Yeshua. Da mesma forma como Israel estava escravizado no Egito, nossa condição natural é de escravos do pecado e sujeitos ao sistema que agora impera no mundo. Mas, a promessa de Deus para seu povo através do Evangelho consiste na libertação do pecado e da condenação do mundo. Neste sentido, o Êxodo é um paralelo perfeito da nossa Salvação em Yeshua.


Desta forma, para compreendermos melhor a Salvação que nos está proposta, e a mecânica pela qual ela é operada, nada melhor do que olhar para o que aconteceu no Êxodo. E logo no início do capítulo 6 temos uma declaração reveladora.


Quando Moisés fala ao Faraó para permitir Israel ir adorar a Adonai no deserto, Faraó endurece ainda mais sua opressão contra os filhos de Israel, o que leva o povo a uma grande desesperança, e o próprio Moisés a questionar seu chamado e missão.


Diante deste cenário caótico, Adonai faz a declaração do capítulo 6 de Êxodo dizendo:


“Portanto, diga ao povo de Israel: ‘Eu sou o Senhor. Eu os libertarei da opressão e os redimirei da escravidão no Egito. Eu os resgatarei com meu braço poderoso e com grandes atos de julgamento. Eu os receberei como meu povo e serei o seu Deus. Então vocês saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, que os libertou da opressão no Egito.” Êxodo 6:6,7


Perceba o uso das palavras “libertarei”, “redimirei”, “resgatarei” e “receberei”. Consiste em um processo que o Eterno iria empreender em favor de seu povo, e que tem tudo a ver com o processo da nossa própria redenção.


O primeiro passo é a Libertação.


Somente quem é livre pode fazer escolhas. Enquanto escravo, os israelitas não podiam servir a Deus, eles eram obrigados a trabalhos forçados e penosos constantemente. Eles não podiam fazer o que quisessem. O escravo não tem escolhas.


Enquanto escravos do pecado, não temos opção. Seguimos e fazemos aquilo que nossas inclinações carnais nos ordenam, e não estamos aptos a servir a Deus. Por isso, o primeiro passo no processo de salvação é a libertação.


A liberdade implica em que agora há um poder de decisão. Apenas pessoas livres podem escolher. Uma vez libertos podemos resistir as nossas inclinações carnais e dizer não para o pecado. Mas, se após libertos escolhermos novamente a dominação do pecado, estamos novamente debaixo do jugo da escravidão.


Mas a liberdade é apenas o primeiro estágio. Ainda há muito o que precisa acontecer para experimentarmos completamente a salvação. Apenas ser liberto da escravidão, mas não ter os demais passos, viveremos ainda como não libertos.


O segundo passo é a Remição.


A remição é o ato de reparar os prejuízos causados pelos erros. Neste sentido a remição é necessária em dois aspectos. No aspecto interno, temos os prejuízos causados em nossa própria consciência pelos pecados cometidos. A culpa precisa ser reparada, o perdão precisa ser assimilado, há a necessidade de cura na nossa alma.


Já no sentido externo, é necessário a reparação das faltas que afligiram outros. Uma vez conscientes dos males praticados, é necessário pedir perdão a quem ofendemos. Nesta etapa, os relacionamentos precisam ser curados.


Para que a salvação seja plena, precisamos experimentar o perdão e a cura da alma. O Eterno irá conduzir o salvo nesta etapa.


O terceiro passo é o resgate.


O ato de resgatar é a recuperar algo que estava em cativeiro, ou em dívida. O resgate se torna necessário pois de nada adianta estar liberto, estar redimido, mas ainda estar no mesmo ambiente de escravidão de outrora.


O ato de resgatar a nossa alma implica na mudança do senso interior. Não mais nos sentimos pertencentes ao mundo, nem ao sistema mundano que escraviza as almas humanas. Mesmo que ainda estamos fisicamente no mundo, nosso espírito agora está sujeito a outras leis e outros sistemas.


Neste passo é imprescindível o papel da Torá. É a Lei de Deus que molda nossa consciência e apresenta a nós os parâmetros de moral e conduta do Reino ao qual entramos. A Torá nos revela quem é o nosso Deus, e nos capacita a ter sabedoria para guiar nossos passos conforme a dinâmica do Reino de Deus.


O último passo é o Receber.


Uma vez liberto, redimido, resgatado, agora somos recebidos por Deus como seu povo. Este é o ponto alto da nossa salvação, quando temos o relacionamento com Deus recuperado. Ser recebido por Deus como seu povo também nos torna responsáveis por representa-lo diante do mundo caído, e nos torna incumbidos de anunciar o evangelho da salvação a outras almas ainda escravas do pecado.


Ser recebido por Deus como seu povo é uma grande honra e responsabilidade. E agora, salvos, devemos caminhar nesta salvação, respondendo ao chamado do nosso Senhor, sendo embaixadores do Reino neste mundo.


Yeshua é o nosso Salvador. Por meio de seu sacrifício ele nos libertou da opressão do pecado, ele nos redimiu, dando-nos o seu perdão. Ele nos resgatou do império das trevas, escrevendo a sua Torá em nosso coração e mente por intermédio do seu Santo Espírito, e Ele nos faz sermos aceitos pelo Pai, nos capacitando a viver plenamente o seu chamado a nós.


Viva a liberdade que o Messias conquistou por você. Que o Eterno nos abençoe!


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